segunda-feira, 17 de junho de 2013

domingo, 19 de maio de 2013

Catarina Eufémia - 19 Maio 1954

Catarina Eufémia foi assassinada há 59 anos por pedir trabalho e pão.

"Quem viu morrer Catarina não perdoa a quem matou."

"No dia 19 de Maio de 1954, em plena época da ceifa do trigo, Catarina e mais treze outras ceifeiras foram reclamar do feitor da propriedade onde trabalhavam um aumento de dois escudos pela jornada.

As catorze mulheres foram suficientes para atemorizar o feitor que foi a Beja chamar o proprietário e a GNR.
Catarina, de vinte e seis anos de idade, grávida e mãe de três filhos, um dos quais, de oito meses, estava no seu colo no momento em que acabaria por ser baleada, fora escolhida pelas suas colegas para apresentar as suas reivindicações. A uma pergunta do tenente da guarda, de seu nome Carrajola, Catarina terá respondido que só queriam "trabalho e pão". Como resposta levou uma bofetada que a atirou ao chão. Ao levantar-se, terá dito: "Já agora mate-me." Sem hesitar, o assassino disparou então três balas à queima-roupa, pelas costas, com o cano da arma encostada ao corpo da vítima, que lhe estilhaçaram as vértebras, factos confirmados pela autópsia.

Segundo o "relatório" do comandante do posto da GNR local, datado de 1 de Novembro de 1960, "O povo de Baleizão era de “má índole". E Catarina Eufémia foi vítima do “automatismo” da pistola-metralhadora do tenente João Tomás Carrajola. Por razões meramente técnicas, “sem qualquer interferência do dito oficial”, a arma disparou-se e atingiu a camponesa, que nesse dia 19 de maio de 1954, na herdade do Olival, em Baleizão, desafiava um rancho de ceifeiras a abandonarem o trabalho, em protesto contra os baixos salários."

Para Salazar, os portugueses só eram um "povo de brandos costumes" quando comiam e calavam. Quando não tinham o que comer e reclamavam trabalho, afinal eram um "povo de má índole". Que era preciso reprimir e silenciar. Com a prisão, a tortura ou mesmo o assassinato puro e duro (com armas que disparavam por si?)."




Documento oficial da GNR



domingo, 24 de março de 2013

Novo comentador da RTP

A partir do próximo mês de abril, a RTP (televisão essa que é paga com dinheiros públicos dos contribuintes) terá um novo comentador semanal em horário nobre. josé sócrates.

Um dos canalhas que contribuiu para a ruína de Portugal, encheu os bolsos e escapou para Paris, onde viveu durante os últimos 2 anos.

Infâmia.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Maioria das vítimas de incêndio morreu por asfixia VS. Maioria das vítimas do capitalismo morreu por asfixia

Que perdoem este exemplo para fazer uma comparação.



Situação:

"Maioria das vítimas de incêndio em boate morreu por asfixia"


(...) 
"Em entrevista ao jornal O Dia, o coronel Guido de Melo ainda resumiu a tragédia: "O que provocou a tragédia foi o uso de um material não autorizado, o pânico, a inalação de fumaça tóxica e a porta fechada", declarou.

O coronel também confirmou que testemunhas declararam que os seguranças da boate Kiss impediram a fuga dos clientes durante o incêndio, para evitar que saíssem sem pagar."
 (...)


Qual a primeira coisa que nos passa pela cabeça?



E se a situação noticia fosse assim...

Em entrevista ao jornal -nome-, -posição social- -nome- ainda resumiu a tragédia: "O que provocou a tragédia foi o uso de um sistema capitalista, o pânico, com a perda de empregos, com perda de habitações,  com adificuldade de alimentação e da esperança de que a actual situação melhore", declarou.

-Posição social- também confirmou que testemunhas declararam que os seguranças do actual sistema impediram a fuga e manifestação da população durante o todo o período de descontentamento, para evitar que haja alterações no actual sistema e a geral percepção para população da diferença de classes e da exploração."

A única diferença é o que está a laranja, e que na noticia oficial o acontecimento deu-se em quatro paredes.



sábado, 26 de janeiro de 2013

Ouro Azul



Um direito que está definido na alínea a) do primeiro ponto do artigo 84º da Constituição Portuguesa, afirma que esse recurso estratégico que é a água deverá sempre permanecer no domínio publico.

Ou seja para além de ser moralmente estupido, é inconstitucional.

 

Falta ainda dizer que existe um projecto de acordo entre a empresa Portuguesa das Aguas Livres(?) (EPAL) com a empresa israelita mekorot.





 Opróbrio

1. Desonra pública. = IGNOMÍNIA, INFÂMIA, VERGONHA, VEXAMEDESAGRAVO, GLÓRIA, REPARAÇÃO
2. Afronta muito grave. = AGRAVO, INFÂMIA, INJÚRIADESAGRAVO, REPARAÇÃO
3. Abjecção extrema. = BAIXEZA, DEGRADAÇÃO, INDIGNIDADE, TORPEZADIGNIDADE, INTEGRIDADE, VIRTUDE